terça-feira, 23 de dezembro de 2014

aquilo que guardo em mim.

em cada frase que eu escrevia tinha uma outra nas entrelinhas. em todos os "depois falamos" tinha sempre um "ate amanha, por favor". em qualquer "vai embora" havia um "fica" e em todas as mensagens de boa noite havia um "amo-te". percebi que era amor quando depois, do boa noite ouvia o meu coração a gritar "amo-te". talvez ele nunca fale tão alto, ao ponto de o ouvires, pois a minha boca não sabe dizer o amo-te de meu coração. porque nenhuma boca é capaz de demonstrar o amor do mesmo, apenas quem o ouve sabe o que é amar de verdade. nem todos temos a capacidade de o ouvir, só quem escuta sabe o significado da palavra "amo-te". e quantos dissemos ao longo destas linhas, quando a única verdade de uma declaração de amor, se encontra nas entrelinhas. será que amei? será que em mais de 16 anos fui capaz de algum dia dizer um "amo-te" nas entrelinhas? mas o meu coração já gritou "amo-te" no fim de uma boa noite. naquele abraço, naquela noite, não escutaste mas ouviste certamente. porque os meus olhos brilhavam e o meu mundo ficou nas tuas mãos. as saudades que eu tenho de a par contigo segurar o nosso mundo. tomo conta do teu, mas promete que não deixas o meu cair. confio em ti. sempre me declarei nas entrelinhas, aquelas que ninguém consegue ler. todos nos questionamos, porquê que quando amamos não o sabemos dizer. porque amar não se diz, nenhum amo-te da tua boa será um amo-te do teu coração. porque todas as verdades são demonstradas e não contadas como histórias de boca em boca. porque nem todos os beijos são um "amo-te", mas todos os "amo-te" podem ser demonstrados com beijos, abraços, entrelinhas. o meu coração já disse que te ama, mas tu nunca foste capaz de escutar, ou então escutaste, mas como eu fizeste disso aquilo que guardas em ti ...
#amor -áris.

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